sábado, 20 de março de 2010

Fim.

No fim da noite,
o dia recomeça.

No nosso fim,

tem gente que faz festa.

No fim da estação do ano

a fruta não comida,

apodrece.
No fim da estação de trem

a moça esquecida,
estremesse.

No fim do dia

o princípio seria recíproco
se a noite não se refizesse.
E até seria precipício
se afinal alguém soubesse
Que o médico sem tempo, óbvio,

não ve o homem que adoece.

E o homem é ele próprio

doente como a moça,

de quem ele se esquece.

Um comentário:

Eder Asa disse...

Esse é o melhor!
Invejável... Parábens aí rsrs