sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Poeminha do pastel

pra minha pequena grande amiga Gio.


Ela pediu pastel de vento
mas o vento virou ventania
quando a moça que dava o preço
deu um preço que não devia.

Ai, que cabecinha de vento
pensamento de menininha
com um sopro no teto do tempo
só restava vento onde já tinha.

É claro que pregamos peça
naquela moça que dava o preço
tenho a criança que ainda me resta
e uma malícia que eu não mereço.

Com essa menina ninguém meche
ou vai ter que se ver comigo
que a moça fique sem sua cestinha
se fossem todas era um bom castigo.

Com seu vestido florido ninguém meche
ou vai ter que se ver comigo
que a moça fique sem nada entender
e pense na cesta de sexta a domingo.

Agora eu fico só imaginando
se a cesta perdida foi encontrada
e já que menina tem pé de vento,
quem pede vento é criançada.

4 comentários:

Moreira disse...

e fez mesmo

Arth Silva disse...

Adoro cada palavra filha da sua cabeça.

Luciana Velasco disse...

fiz, li
mas ficou todo criancinha
mas eu adorei KKKK

Nádia disse...

haha! ótimo! adorei!! Gostei dos outros também, moça. Belos e com piadinhas de ironia :) ótemo!