segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Meu papel.


Rabisquei um papel inteiro, ensaiando as falas da minha personagem e no fim, joguei o papel fora. Estou sentimentalmente engasgada agora. Mas tudo fica gravado nos olhos da memória, tatuado na retina da história, filme ou novela que tem hora pra acabar. Preciso diamante para vadiar. Desatar nós que prendem novelos, anelar novamente os cabelos e depois tricotar. Senti cheiro de entranhas e sei que sempre há alguma coisa por trás de tudo, coisa estranha!
Essa minha personagem é o tipo de mulher que quando acorda e coloca os pés no chão, todo mundo diz [silencio]. Vive com a cabeça nas nuvens, tropeça em você e lhe cai muito bem. Toca com os olhos e enxerga com os dedos. Mas joguei seu papel fora, não lhe dei vida.
Não se pode acostumar com ela, pois sua chegada é indício de sua saída.





Um comentário:

Li Pizzicato disse...

Como que mesmo "sem inspiração" sai isso? Ando com vontade de te mandar ir a merda. É isso aí.