sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Ao senhor juiz penitente,


Avisto no campanário
um jovem velho e cenho.
Permaneço no meu charco,
água e barro sei que tenho.

Lépido e penitente
desce para receber-me,
deixa dúvidas pendentes
desnecessário esclarecer-me.

Da melhor forma possível
tenta abjurar-se
neste instante inexprimível
que procura blindar-me.

Mas o que quer é imarcescível,
independente de vontade,
inexplicável, irredutível,
ao que parece é desvantagem.

Existe um óbice de cor sépia
escondido atrás de um cedro
é distância muito gélida,
indubitábel: causa medo!

Então brindo perigo idílico
vejo o lume se mostrar
em um feixe periférico
que faz desenfastiar.

Agora anseio um belo gládio,
acompanhado de jubilo
para haurir tempo lendário
que o sentimento é indiviso.




ass.: Ser Pantanoso.
27/03/2011

palavras malucas pra você juiz, do jeito que você gosta , abraço!


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